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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Simplicidades da vida

Estavam os dois deitados na cama. Abraçados, conversavam, se bastavam.
Tinha sido um dia corrido, estavam fatigados e doloridos, de corpo e de alma, dos estresses que a vida trás... Mas naquele momento, o abraço era muito mais que suficiente.
Começaram a falar, sobre o dia, sobre a vida, sobre coisas que os haviam modificado, que os haviam transformado de alguma maneira naquilo que eram. 
Músicas que ouviram, séries e filmes que assistiram, livros e estórias que leram... Sabiam que muitas dessas coisas ora os quebraram por dentro, ora os reconstruiram, ora fizeram a limpeza sentimental fundamental para seguir em frente... Sabiam que mais ninguém os compreenderia como se entendiam naquele instante.
E aquele momento, com aquela conversa, aquele entrelaçar de pernas e aquele amor a transbordar era o mais perfeito que poderia existir... E eles sabiam disso, pois sabiam que ninguém mais possuía o que eles possuíam...

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