Páginas

quarta-feira, 29 de junho de 2011



Hoje vi uma cena linda, que se passou entre uma mãe, grávida e uma filha de mais ou menos 5 anos.
Elas estavam sentadas aguardando atendimento em um consultório médico.
A menina segurava um cavalinho de pelúcia e "conversava" com ele a respeito do irmão. (a mãe fazia a voz, claro).
- Você vai ter um irmãozinho?
- Vou.
- E você quer ter um irmãozinho?
- Eu queria que fosse menina, mas é menino...
- Como você sabe que vai ser um menino?
- Mamãe foi no médico e ele disse que é menino...
- Mas Papai do céu quis que seu irmãozinho fosse menino, isso é legal!
- Mas podia ser uma menininha...
- Mas vocês vão brincar juntos, e você vai poder fazer carinho nele.
- Certo, mas não quero que ele mexa nos meus brinquedos.
- Ah tá, mas ele vai ter os brinquedos dele também e vocês podem trocar de vez em quando. E vocês vão poder assistir desenhos juntos.
- Tá bem, mas não pode assistir desenho a noite, porque é hora de dormir.
- É mesmo, a noite é hora de dormir... Vê só, se o seu irmãozinho vai ser menino, ele não vai usar o seus batons.
- É, meus batons vão ficar só pra mim...


Achei a cena uma graça! Pena que tive que sair e não pude acompanhar o desenrolar da conversa.
Fiquei pensando em quantos ais dedicam hoje em dia esse tipo de atenção aos seus filhos, ou qualquer outro tipo.
A realidade é que o diálogo entre as famílias se faz cada vez mais escasso...


O que estamos fazendo para mudar isso?


A simplicidade de uma conversa entre mãe e filha me encantou. Isso fez eu me desligar dos pensamentos que ocupavam minha mente e tornou meu dia mais doce.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Do que se sente e não se diz...

Algumas vezes, não conseguimos expressar nossos sentimentos no momento em que as coisas estão a acontecer. Mesmo que saibamos que o ideal seria ter outra reação, exprimir o que se passa por dentro, ao entender que aquele não é o nosso momento, devemos descansar e refletir sobre o que se passa, para que, no momento adequado, possamos exprimir mais genuinamente o que sentimos.
Procuro sempre ser fiel aos meus sentimentos. Não sou de fazer nada apenas para agradar os outros. Acho que seria hipócrita fazer isso. Prefiro refletir e finalmente falar a respeito de.
Não quero dizer que todas as vezes são assim. Sou também muito impulsiva, muitas vezes faço e digo o que não devo e me arrependo bastante. Mas procuro respeitar o que sinto acima de tudo. 
Não procuro aqui dar conselhos ou ser modelo para ninguém, mas dou a dica: seja fiel ao que você sente e espere sempre o seu momento. Tenha certeza de que disso você não vai se arrepender.


Estou tentando me compreender melhor. Acho que é a melhor coisa que já fiz por mim mesma...

domingo, 27 de março de 2011

Por que eu detesto salões de beleza e similares...

Nada contra quem goste, mas onde moro, ainda não encontrei nenhum que trabalhe com profissionalismo. Vejam bem, não falo dos clientes, mas de patrões e de funcionários!
Sempre que vou a um lugar como esses, estão falando da vida alheia. 
Uma vez, a manicure lavava a roupa suja com o marido na minha presença. Nunca mais voltei.
Outra vez, mal a cliente saiu, falou-se absurdos da vida dela.
Em outra ocasião, estavam mostrando um vídeo íntimo de uma moça a todos que chegassem no local ou simplesmente passassem pela porta! Um absurdo total.
Terça-feira à tarde, resolvi cortar o cabelo, e fui ao novo salão de costume. A moça que estava na minha frente estava lavando os cabelos quando o namorado ligou querendo saber onde ela se encontrava. Ela disse que estava no salão e que iria cortar os cabelos. Ao que parece,o namorado não gostou a ponto que, ela disse que o cabeleireiro era gay para acabar a discussão. Daí que a moça que estava lavando os cabelos dela ouviu e mal esperou ela sair para dizer, bem na hora que eu sentei na cadeira, ao chefe que ela o havia chamado de gay... 
Imaginem a cena, o cara bravo e eu ali no meio ... Terminou que ele disse: -Um dia ela volta aqui! E começou a cortar o meu cabelo.
Cabelos cortados e uma pergunta: é assim em todos os lugares?

segunda-feira, 14 de março de 2011

Porque se eu não me amar primeiro, quem vai?

Passando por vários blogs que acompanho e por outros que visitei pela primeira vez, pude ler várias coisas a respeito da valorização ou não da mulher. (por ter seu dia comemorado em 08/03). 
No blog da Elaine Gaspareto, encontrei essa postagem aqui, que fala sobre solidariedade, e também sobre o domínio que pode existir na relação homem/mulher. (confiram).
Já no blog da Dama de cinzas, encontrei essa postagem que fala a respeito da dignidade feminina, de como permitimos que o outro nos domine na relação. (confiram tb).
Muitas pessoas acham que amar é fazer tudo aquilo que o outro quer, é permitir que o outro domine nossa vida, é permitir que a individualidade suma...
A pergunta é: por que?
Acredito que várias pessoas agem assim por falta de amor próprio, autoestima.
Pode ser também falta de personalidade, falta de coragem de encarar as consequencias que provém de tomar as próprias decisões. É mais fácil que os outros decidam por nós?
Algumas pessoas possuem uma postura quando estão sozinhas, (frequentam mais alguns lugares, usam determinado tipo de roupas, estão mais frequentemente acompanhados de amigos, entre outras coisas.) e outra quando estão em um relacionamento, parece que baixa a lei do não pode. 
Acredito que na correria que se vive hoje em dia, é difícil conciliar tudo, mas se existe algo que não pode se deixar de lado, são as amizades verdadeiras, e se o outro gosta realmente de você, jamais te impedirá disso. 
Estar em um relacionamento é muito bom, ainda mais se você sente que existe confiança, e esta te dá liberdade para fazer o que você gosta. Com essa confiança presente, não importa o tipo de roupa, o lugar que se frequenta, os amigos estarão sempre presentes, entre outras coisas.
Mas uma certeza eu tenho, só existirá essa confiança se existir amor e carinho, e outra pessoa só poderá sentir isso por mim a partir do momento que eu me amar e tiver autoconfiança. O outro te que sentir a minha segurança para poder confiar em mim.
E se existe algo que ninguém jamais poderá tirar de mim, é o meu valor. 
Foi-se o tempo da Amélia, o tempo em que apenas um dominava a relação. Hoje, para permanecer juntos, tem que existir cumplicidade e muita conversa, não leis e cobranças, mas a capacidade de se colocar no lugar do outro e procurar não magoar.
Foi-se o tempo que alguém deixava ou não o outro fazer o que quer que seja, se alguém aje assim hoje, sufoca o outro e aí, duvido que a relação dure, ou dura, mas só por aparência...

*PS.: Serei sempre uma eterna romântica.
*PPS.: Para entender melhor,leiam as postagens citadas.
Ótima semana para todos! Xero no coração.