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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Arrogante?

Para ele, era um  dia como outro qualquer. Levantou-se após a noite mal dormida, o trabalho o aguardava e tinha poucos minutos antes de sair.
No caminho, refletia a respeito da reviravolta que se abatera em sua vida, enquanto olhava as casas e prédios do caminho, pensava em como tudo agora seria diferente. Não iria além de suas limitações, sabia que nem tudo era de sua responsabilidade. Era homem, mas nem por isso tinha a obrigação de aguentar todos os pesos do mundo.
No trabalho, todas as pessoas lhe pareciam vazias, e o que no que falavam não se encontrava sentido algum. Pensava que precisava encontrar um sentido, apesar de tudo.
- Eu preciso encontrar um sentido...
Disse para si mesmo, como em um sussurro... Passou o resto do dia a repetir isso em pensamento, sabendo que era preciso mais do que pensar, era uma questão de atitudinar...
O fato é que nunca se sentira tão perdido. Estava descobrindo aos poucos o quanto era frágil. alguma coisa espetava-lhe  por dentro, as não de modo positivo, afinal era um mal momento e as pessoas que faziam parte da sua vida e da sua estima estavam ainda mais perdidas que ele. Mas oras! Não podia salvar o mundo!!!
Desejava ardentemente encontrar um pouco que fosse de serenidade. Não sabia onde buscá-la.
Em sua ignorância, recusava-se a ver o que estava diante do próprio nariz, enquanto visualizava o próprio umbigo...

Marina Castro