Páginas

segunda-feira, 22 de março de 2010

Para ser feliz


"Na maioria das vezes precisamos de tão pouco para ser felizes...
Um abraço, um beijo, um carinho, uma palavra, um gesto, um olhar...
Fazer algo, ou simplesmente um momento para não fazer nada...

As pequenas coisas, os pequenos gestos
que nos modificam, nos tornam quem somos, 
nos fazem ter aquela vontade de viver...

O valor do que possuímos não é tão fácil assim de medir
O amor e o cuidado dos que nos rodeiam
são o nosso bem mais precioso...

Auto-estima é tudo!
Sentir-se aceito e amado é o que todos buscam
mas que só se encontra em quem verdadeiramente nos ama...

Nada mais importa, somos o que somos em essência
sem máscaras, sozinhos no escuro do quarto
ou aquilo que sentimos em meio às multidões da vida...

Em busca apenas do que nos faz bem, 
seja onde quando ou com quem for e felizes aqueles que 
encontram quem verdadeiramente traz aceitação e amor para suas vidas."

Marina Castro

Para alguém que me trouxe muito mais que isso...
AV

terça-feira, 16 de março de 2010

Segredo?

Alice resolveu naquele dia ir ao seu encontro. Não sabia muito bem o que esperar de Roberto.
encontrou-o a caminho de algum lugar que não quis dizer qual era. Ela olhou-o nos olhos profundamente e disse: 

- Precisamos conversar.
Ele, como sempre, suspirou. Deveria estar pensando: o que virá dessa vez... Ao invés de resmungar, apenas falou:
- Tudo bem.

Caminharam um longo tempo em silêncio, um silêncio profundo, até que ela disparou:
-Lembra que disse que estava interessada em um cara?
-Claro, você me falou isso semana passada. 

Roberto abaixou os olhos, triste, sempre amara Alice, nunca tivera coragem para lhe dizer...
Agora ela estava ali, restes a dizer o nome do cara que em segredo de amizade tinha confessado que amava... Ele pensava se iria aguentar ouvir sem reagir... 
Resolveu não perguntar, ficar em silêncio. Quem sabe ela desistia de falar, quem sabe ele conseguiria fugir daquela situação...
Alice quebrou novamente o silêncio:

-É você.

E num impulso ele a tomou nos braços, num beijo que parecia infinito.
Amavam-se em segredo, com medo de estragar uma amizade de anos e anos...
Agora poderiam viver como realmente eram: apaixonados. Não sabiam explicar ao certo como aquilo acontecera, mas agora...

Saíram de mãos dadas pelas ruas. Não precisavam mais de palavras.
Apenas amavam-se. O resto não importava. Não importava se duraria, não acreditavam no pra sempre há muito tempo... Apenas queriam viver o que a vida lhes presenteava naquele instante.
E por várias noites, amaram-se e dormiram de pernas entrelaçadas.

Marina Castro

domingo, 7 de março de 2010

É preciso dizer adeus

Um dia, Clara chegou em casa e encontrou tudo fora do lugar. Não se espantou. Apenas caminhou vagarosamente até a cozinha e colocou um café para passar na cafeteira. Dirigiu-se até o quarto e o avistou enquanto tirava os sapatos. Ele, Marcos, a razão de tudo o que dava errado em sua vida.Sabia que toda a desordem da sua casa e da sua vida havia sido causada por ele. Agora ele dormia, com a cara de inocente que sempre fazia.
Ela sempre se perguntava porque permitia que ele voltasse para sua vida, se perguntava qual o motivo de ter-se apaixonado por ele. A realidade é que ela sempre acabava permitindo que voltasse, pra sua casa, pra sua vida, pra seu mundo, com todas as suas desculpas esfarrapadas...
Clara tinha uma vida modesta, e o encontrou pela primeira vez quando saía da escola, ainda respondendo aos questionamentos de um aluno. Ele estava a fumar um cigarro, e ela, ao olhar nos seus olhos, viu que além da fumaça e do olhar sombrio havia ali alguém que presisava de um pouco de atenção.
Aos poucos, os dois começaram a conversar, a se envolver. Ela fingia ignorar a vida de vagabundagem e desonestidade de Marcos. Começaram a sair e se envolver cada vez mais. Em um momento de paixão e insensatez, ela o convidou para morar consigo. Foi aí que começou o desandar da sua vida. Ela tentava organizar, e ele cada vez mais apenas conseguia destruir o que quer que ela conquistasse.
Agora ele estava ali, e ela tentava encontrar um jeito de mandá-lo embora da sua vida. Muitas vezes já tentara, mas não conseguia, pois o amava com urgência, com desejo, com inconsequencia...
Mas dessa vez, tinha que ser definitivo. Começou a arrumar mais uma vez a casa, colocar as coisas no lugar, mas cada objeto em que pegava, era uma pontada a mais que sentia, um desespero que a consumia...
Clara sabia que iria, mas não poderia outra vez fraquejar...
Ela sentou-se e tomou seu café a olhar para o nada...
Mas definitavamente, dessa vez sabia o que precisava fazer.

Marina Castro