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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Obsevações de Marina

Marina estava sentada, parada, a observar as pessoas que passavam ao seu redor.
Algumas pasavam apressadas, preocupadas, outras passavam distraídas, como se estivessem alheias à vida. Outras conversavam, riam, a compartilhar o que a vida lhes trazia.
Ela percebeu que havia um rapaz que lembrava um nerd de seriado americano. Parecia invisível, apenas mais um sem ser notado em meio à multidão. Seguia sozinho, focado em seus pensamentos. Não parecia feliz, nem infeliz...
Havia um menino, Marina achava que ele devia ter por volta dos seus 9 ou 10 anos. Ele observava atentamente um grupo de jovens que estava a jogar dominó. Parecia hipnotizado, mas logo, em sua inquietude juvenil, achou algo melhor para fazer e se foi...
Uma moça passou distraída, com a mão no bolso da calça jeans, parecia que estava a pensar nas estrelas, interessante é que Marina já não conseguia mais lembrar do seu rosto. A impressão que tinha era a de que aquela era mais uma jovem sonhadora...
Um rapaz passou a contar suas moedas. Estava apressado, como se o tempo fosse sempre traiçoeiro com ele, ou então ele usava isso para esconder o que realmente o afligia...
Nesse mesmo instante, um grupo de amigos se encontrou e pôs-se a conversar animadamente. Parecia que não se viam há dias, e havia muito para ser dito ou descoberto.
Algumas pessoas observavam a TV. Algumas com curiosidade, algumas com indignação. Por que? Pensou Marina... Algumas vezes aquela caixa preta não fazia sentido nenhum para ela. Apenas controlava o pensamento de algumas pessoas, que de certa forma, já não tinham muito o que pensar...
Na livraria, pessoas observavam distraidamente os livros, mais por realmente não terem o que fazer do que para realmente buscarem uma forma real de se preencher... Vai entender o que se passa nas cabeças dessa gente...
Ela viu pessoas a comer, a fumar, a nada fazer, e viu que poucas daquelas pessoas realmente pensavam. Elas apenas viviam as suas vidinhas corriqueiramente, sem sequer imaginar o que a vida poderia lhes trazer...

Marina Castro

domingo, 27 de setembro de 2009

Me redescobrindo...



"E viu que não havia o
latejar da dor
como antigamente.
Apenas isso:
Chovia fortemente e ela
estava vendo a chuva
e molhando-se toda."

Clarice Lispector



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Linda


É, eu simplesmente amei essa imagem...

domingo, 21 de junho de 2009

Sobre a sinceridade...

Onde Está a Sinceridade ?

Entre as recordações que cada um de nós guarda, algumas há que só contamos aos amigos. Há ainda outras que nem sequer aos amigos confessamos, que só a nós próprios dizemos e, mesmo assim, no máximo segredo. Finalmente, há coisas que o homem nem sequer se permite confessar a si mesmo. Ao longo da existência, toda a pessoa honesta acumulou não poucas destas recordações. Diria mesmo que a quantidade é tanto maior quanto mais honesto o homem.



Fiodor Dostoievski

quinta-feira, 11 de junho de 2009

...e a vida viveu...

Tem dias que começam como um turbilhão, mas acabam com uma calmaria...

"Hoje meu dia foi um dia
e a vida viveu..."
(não lembro o autor...)

Mas é assim que me sinto hoje. A vida está seguindo. Mas tem dias em que não se quer pensar o amanhã.
Deixemos então que as coisas tomem seu rumo... Mesmo que não saibamos qual é. Aliás, por que essa mania de se ter medo de tudo se somos simplesmente aquilo que somos? Tudo se revela sempre ao seu tempo.
Jamais perdemos a nossa essência. Aquilo que realmente somos sempre sobressai.

Chega de contradições absurdas...

sábado, 6 de junho de 2009






Tenho uma necessidade imensa de compreender o porque das coisas. Como se com essa compreensão pudesse chegar a plena compreensão de mim mesma.

Talvez, "seja ao menos o entender para se ter consciência daquilo que não se entende."
Mas se tem que aprender a conviver com o que não se entende, ou se aprender a aceitar...
Mas e essa inquietação que não passa, o que se faz com ela? Se ela é necessária, se é ela que faz a vida pulsar, se não nos inquietamos, não saimos do lugar... A inquietação é o que nos move para o entender e para o não entender... De qualquer forma, já nos tirou da mesmice, pois como a própria Clarice disse: "o que é vivo, por ser vivo se contrái."