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sexta-feira, 11 de março de 2016

Algumas pessoas simplesmente não estão preparadas para muitas coisas  na vida.
Não sabem reagir, não sabem decidir, não sabem lidar com os problemas, ou mesmo com a felicidade.
E a coisa toda chega ao descontrole. Descontrole físico, mental e emocional.
É difícil separar a sanidade da loucura. em alguns momentos não se sabe o que é racionalizar. Para elas, tudo se torna um emaranhado de sentimentos e emoções que as domina, e a partir daí é ladeira abaixo.
Ser independente deveria vir desde muito cedo na vida, a dependência do outro é danosa e viciante. A insegurança prejudica a quem a vive e a quem está do seu lado de uma forma ou de outra. Ficamos a todo momento esperando que a pessoa evolua, e o que vemos é a pessoa se afundar, em um poço de tristeza e imaturidade. Vemos que ela já não percebe o mundo ao seu redor com clareza, distorce o que falam os que estão consigo, rejeita ajuda, fecha-se em seus problemas. 
É um trajeto muito doloroso, para todos os envolvidos.

E o que acredito que seja tudo isso?
Depressão... 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Simplicidades da vida

Estavam os dois deitados na cama. Abraçados, conversavam, se bastavam.
Tinha sido um dia corrido, estavam fatigados e doloridos, de corpo e de alma, dos estresses que a vida trás... Mas naquele momento, o abraço era muito mais que suficiente.
Começaram a falar, sobre o dia, sobre a vida, sobre coisas que os haviam modificado, que os haviam transformado de alguma maneira naquilo que eram. 
Músicas que ouviram, séries e filmes que assistiram, livros e estórias que leram... Sabiam que muitas dessas coisas ora os quebraram por dentro, ora os reconstruiram, ora fizeram a limpeza sentimental fundamental para seguir em frente... Sabiam que mais ninguém os compreenderia como se entendiam naquele instante.
E aquele momento, com aquela conversa, aquele entrelaçar de pernas e aquele amor a transbordar era o mais perfeito que poderia existir... E eles sabiam disso, pois sabiam que ninguém mais possuía o que eles possuíam...

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Das amizades sinceras

Eram amigos a muito tempo, pra mais de 16 anos, mas não se viam a pelo menos 9.
A última vez que haviam se falado fora pelo chat do facebook há mais de um ano atrás.
Ele apareceu na cidade, para comemorar o aniversário da avó. Mandou uma mensagem, disse que ia passar na casa dela.

Ela adorou a novidade, ficou esperando. Ele chegou, depois de 10 anos e um abraço de despedida, um novo abraço de saudade. Sentaram-se, conversaram como se nunca tivessem pedido o contato. Essa facilidade de comunicação que só os verdadeiros amigos tem. Conexão. Falavam sobre coisas que acontecem no cotidiano de todos, mas uma coisa era bem real, Viam a vida de outra forma, o que acontece diante das dificuldades e situações que a própria vida traz.

Sabiam que, muitas coisas haviam mudado, a vida havia percorrido inúmeros caminhos na vida dos dois, mas naquele momento, voltaram a adolescência, voltaram àquelas inúmeras noites em que ficavam a conversar até tarde, entendiam-se como se a ausência fosse apenas a de uma viagem de férias
.
De novo ele iria embora. Os afazeres e a nova vida o esperavam.
- Não demora 10 anos de novo para aparecer!
Ela pediu.

Ele disse que não, que voltaria logo. Prometeu que manteria contato, trocaram os telefones.

Ficou a saudade, mas ela sabia que, mesmo que não mantivessem contato, sempre seriam amigos, e sempre seria assim quando se encontrassem...

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Edgar

Edgar era um rapaz muito descontente com a vida, mas escondia suas frustrações, seus dissabores e suas fraquezas em uma falsa simpatia, fingindo ser amigo de todos, formando vários grupos de amigos, tentando ser o "lider da galera".
O que Edgar não conseguia disfarçar, era sua inveja. E, quando as relações não fluíam como ele desejava, ele simplesmente inventava histórias desagradáveis a respeito das pessoas. Mas, isso não passava despercebido, e Edgar sempre acabava sozinho.

As pessoas podem ter suas máscaras, tentar fingir ser o que não são. Viver uma vida de fantasias e mentiras... Ou podem arregaçar as mangas, descartar suas frustrações e lutar por seu lugar ao sol...

Edgar vive se perguntando o porque de nunca ter vencido na vida...
Por que será???

quarta-feira, 29 de junho de 2011



Hoje vi uma cena linda, que se passou entre uma mãe, grávida e uma filha de mais ou menos 5 anos.
Elas estavam sentadas aguardando atendimento em um consultório médico.
A menina segurava um cavalinho de pelúcia e "conversava" com ele a respeito do irmão. (a mãe fazia a voz, claro).
- Você vai ter um irmãozinho?
- Vou.
- E você quer ter um irmãozinho?
- Eu queria que fosse menina, mas é menino...
- Como você sabe que vai ser um menino?
- Mamãe foi no médico e ele disse que é menino...
- Mas Papai do céu quis que seu irmãozinho fosse menino, isso é legal!
- Mas podia ser uma menininha...
- Mas vocês vão brincar juntos, e você vai poder fazer carinho nele.
- Certo, mas não quero que ele mexa nos meus brinquedos.
- Ah tá, mas ele vai ter os brinquedos dele também e vocês podem trocar de vez em quando. E vocês vão poder assistir desenhos juntos.
- Tá bem, mas não pode assistir desenho a noite, porque é hora de dormir.
- É mesmo, a noite é hora de dormir... Vê só, se o seu irmãozinho vai ser menino, ele não vai usar o seus batons.
- É, meus batons vão ficar só pra mim...


Achei a cena uma graça! Pena que tive que sair e não pude acompanhar o desenrolar da conversa.
Fiquei pensando em quantos ais dedicam hoje em dia esse tipo de atenção aos seus filhos, ou qualquer outro tipo.
A realidade é que o diálogo entre as famílias se faz cada vez mais escasso...


O que estamos fazendo para mudar isso?


A simplicidade de uma conversa entre mãe e filha me encantou. Isso fez eu me desligar dos pensamentos que ocupavam minha mente e tornou meu dia mais doce.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Do que se sente e não se diz...

Algumas vezes, não conseguimos expressar nossos sentimentos no momento em que as coisas estão a acontecer. Mesmo que saibamos que o ideal seria ter outra reação, exprimir o que se passa por dentro, ao entender que aquele não é o nosso momento, devemos descansar e refletir sobre o que se passa, para que, no momento adequado, possamos exprimir mais genuinamente o que sentimos.
Procuro sempre ser fiel aos meus sentimentos. Não sou de fazer nada apenas para agradar os outros. Acho que seria hipócrita fazer isso. Prefiro refletir e finalmente falar a respeito de.
Não quero dizer que todas as vezes são assim. Sou também muito impulsiva, muitas vezes faço e digo o que não devo e me arrependo bastante. Mas procuro respeitar o que sinto acima de tudo. 
Não procuro aqui dar conselhos ou ser modelo para ninguém, mas dou a dica: seja fiel ao que você sente e espere sempre o seu momento. Tenha certeza de que disso você não vai se arrepender.


Estou tentando me compreender melhor. Acho que é a melhor coisa que já fiz por mim mesma...

domingo, 27 de março de 2011

Por que eu detesto salões de beleza e similares...

Nada contra quem goste, mas onde moro, ainda não encontrei nenhum que trabalhe com profissionalismo. Vejam bem, não falo dos clientes, mas de patrões e de funcionários!
Sempre que vou a um lugar como esses, estão falando da vida alheia. 
Uma vez, a manicure lavava a roupa suja com o marido na minha presença. Nunca mais voltei.
Outra vez, mal a cliente saiu, falou-se absurdos da vida dela.
Em outra ocasião, estavam mostrando um vídeo íntimo de uma moça a todos que chegassem no local ou simplesmente passassem pela porta! Um absurdo total.
Terça-feira à tarde, resolvi cortar o cabelo, e fui ao novo salão de costume. A moça que estava na minha frente estava lavando os cabelos quando o namorado ligou querendo saber onde ela se encontrava. Ela disse que estava no salão e que iria cortar os cabelos. Ao que parece,o namorado não gostou a ponto que, ela disse que o cabeleireiro era gay para acabar a discussão. Daí que a moça que estava lavando os cabelos dela ouviu e mal esperou ela sair para dizer, bem na hora que eu sentei na cadeira, ao chefe que ela o havia chamado de gay... 
Imaginem a cena, o cara bravo e eu ali no meio ... Terminou que ele disse: -Um dia ela volta aqui! E começou a cortar o meu cabelo.
Cabelos cortados e uma pergunta: é assim em todos os lugares?

segunda-feira, 14 de março de 2011

Porque se eu não me amar primeiro, quem vai?

Passando por vários blogs que acompanho e por outros que visitei pela primeira vez, pude ler várias coisas a respeito da valorização ou não da mulher. (por ter seu dia comemorado em 08/03). 
No blog da Elaine Gaspareto, encontrei essa postagem aqui, que fala sobre solidariedade, e também sobre o domínio que pode existir na relação homem/mulher. (confiram).
Já no blog da Dama de cinzas, encontrei essa postagem que fala a respeito da dignidade feminina, de como permitimos que o outro nos domine na relação. (confiram tb).
Muitas pessoas acham que amar é fazer tudo aquilo que o outro quer, é permitir que o outro domine nossa vida, é permitir que a individualidade suma...
A pergunta é: por que?
Acredito que várias pessoas agem assim por falta de amor próprio, autoestima.
Pode ser também falta de personalidade, falta de coragem de encarar as consequencias que provém de tomar as próprias decisões. É mais fácil que os outros decidam por nós?
Algumas pessoas possuem uma postura quando estão sozinhas, (frequentam mais alguns lugares, usam determinado tipo de roupas, estão mais frequentemente acompanhados de amigos, entre outras coisas.) e outra quando estão em um relacionamento, parece que baixa a lei do não pode. 
Acredito que na correria que se vive hoje em dia, é difícil conciliar tudo, mas se existe algo que não pode se deixar de lado, são as amizades verdadeiras, e se o outro gosta realmente de você, jamais te impedirá disso. 
Estar em um relacionamento é muito bom, ainda mais se você sente que existe confiança, e esta te dá liberdade para fazer o que você gosta. Com essa confiança presente, não importa o tipo de roupa, o lugar que se frequenta, os amigos estarão sempre presentes, entre outras coisas.
Mas uma certeza eu tenho, só existirá essa confiança se existir amor e carinho, e outra pessoa só poderá sentir isso por mim a partir do momento que eu me amar e tiver autoconfiança. O outro te que sentir a minha segurança para poder confiar em mim.
E se existe algo que ninguém jamais poderá tirar de mim, é o meu valor. 
Foi-se o tempo da Amélia, o tempo em que apenas um dominava a relação. Hoje, para permanecer juntos, tem que existir cumplicidade e muita conversa, não leis e cobranças, mas a capacidade de se colocar no lugar do outro e procurar não magoar.
Foi-se o tempo que alguém deixava ou não o outro fazer o que quer que seja, se alguém aje assim hoje, sufoca o outro e aí, duvido que a relação dure, ou dura, mas só por aparência...

*PS.: Serei sempre uma eterna romântica.
*PPS.: Para entender melhor,leiam as postagens citadas.
Ótima semana para todos! Xero no coração.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Arrogante?

Para ele, era um  dia como outro qualquer. Levantou-se após a noite mal dormida, o trabalho o aguardava e tinha poucos minutos antes de sair.
No caminho, refletia a respeito da reviravolta que se abatera em sua vida, enquanto olhava as casas e prédios do caminho, pensava em como tudo agora seria diferente. Não iria além de suas limitações, sabia que nem tudo era de sua responsabilidade. Era homem, mas nem por isso tinha a obrigação de aguentar todos os pesos do mundo.
No trabalho, todas as pessoas lhe pareciam vazias, e o que no que falavam não se encontrava sentido algum. Pensava que precisava encontrar um sentido, apesar de tudo.
- Eu preciso encontrar um sentido...
Disse para si mesmo, como em um sussurro... Passou o resto do dia a repetir isso em pensamento, sabendo que era preciso mais do que pensar, era uma questão de atitudinar...
O fato é que nunca se sentira tão perdido. Estava descobrindo aos poucos o quanto era frágil. alguma coisa espetava-lhe  por dentro, as não de modo positivo, afinal era um mal momento e as pessoas que faziam parte da sua vida e da sua estima estavam ainda mais perdidas que ele. Mas oras! Não podia salvar o mundo!!!
Desejava ardentemente encontrar um pouco que fosse de serenidade. Não sabia onde buscá-la.
Em sua ignorância, recusava-se a ver o que estava diante do próprio nariz, enquanto visualizava o próprio umbigo...

Marina Castro

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Desabafos de Marina

Estava zangada. Zangada consigo mesma, com a vida, com tudo. Não queria questionar as voltas que a vida dá, por que havia de passar por tantas coisas desagradáveis ou mesmo os motivos que a faziam sorrir. Não queria ser vítima. Buscava apenas a compreensão. Desejava as coisas simples. Gostava de passear, de ver o modo que as pessoas encaram o que vem pela frente e o jogo de cintura que faz a quase todos seguirem em frente.
Gostava dos questionamentos, dos se's que trazem tantas possibilidades de coisas novas, das reflexões que fazem desistir do que não convém.
Desejava possuir... Não coisas materiais. Carecia de explicações, de presença, de coisas que nem mesmo saberia explicar. Era muito independente, muitas vezes, gostava de estar só, mas algumas presenças eram fundamentais em sua vida.

Fazia planos de estudar, de crescer... Queria deixar de ser uma menina sem brilho, não para ser uma estrela, mas para encontrar o seu lugar no mundo.
Adorava fotografias. De tudo! De pessoas, animais lugares. De coisas simples... Adorava música. Ela era uma presença constante em sua vida. A leitura, uma de suas maiores paixões, andava meio esquecida. Buscava urgentemente reencorporá-la, mas custava e ter a concentração de que necessitava. Via muitas dessas coisas, as quais dava tanto valor ficando cada vez mais distantes...

Não entendia o porque de muitas vezes se sentir zangada. Na verdade, ela não se compreendia muito bem, e era daí que vinha o vazio que sentia tantas vezes... Especificamente naquele dia, se sentia zangada e presa, queria andar, andar... Colocar para fora o que estava sentindo, de repente correr, gritar... Ou apenas ver a noite passando enquanto o vento bagunçasse seus cabelos. Se sentia só, de uma solidão sem cura, ao menos por aquele instante.
O que buscava ela? Encontrar sua paz...
O que mais desejava naquele instante? A presença de uma linda menina com o sorriso mais lindo do mundo, juntamente com o bem estar de todos aqueles a quem amava...
Simplesmente deitou e adormeceu. Amanheceria outro dia.

Marina Castro
Ps: Achei o texto triste...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Como há muito tempo...

Resolveu sair de casa. Deixar sua concha, respirar outros ares.
Mais que isso, resolveu se arrumar. Escolheu um vestido bonito, que ainda não tinha usado. Colocou saltos, maquiagem, arrumou os cabelos.
Olhou-se no espelho. Muitos não a reconheceriam, pensou. Mas, depois de pronta, não fazia idéia de para onde ir.
Iria comer alguma coisa. Melhor que isso: iria comer uma coisa gostosa, que lhe desse prazer e que engordasse e muito! Mas onde? 
Não fazia idéia.
Decidiu ir para uma das melhores docerias da cidade, chegando lá, pediu uma das melhores tortas.
Estava sozinha, mas quem se importa?
Gostava de observar as pessoas, de ver seus gestos, principalmente quando pensam que ninguém está olhando.
A torta chegou, comeu pensando há  quanto tempo não se sentia tão bem consigo mesma. 
Depois resolveu caminhar. Havia esquecido o quanto isso lhe fazia bem. olhava para o céu, admirava as estrelas, sentia a brisa da noite...
Ao chegar em casa, tirou os sapatos e deitou suavemente na cama. Naquela noite, dormiu como há muito tempo não dormia, e via vida com outros olhos, fluindo livremente, como há muito não se permitia...

Marina Castro

terça-feira, 20 de julho de 2010

Café



O menino encostou-se ao lado dela no balcão.
- Moça, paga um café?
Ela olhou para ele e sorriu. Ele sorriu de volta.
- Um café para o menino, por favor.
Pagou o café e foi embora.
Ele sentou-se e ficou bebericando o café, tentando afastar o frio daquele dia cinzento.
Ela passou o resto do dia a pensar naqueles olhinhos brilhantes e ansiosos...

Marina Castro

E para os amigos que sempre passam por aqui:

 


RSRSRS
Brincadeira gente, ela tá aqui:


Feliz dia do amigo!
Xero grande!

domingo, 11 de julho de 2010

O presente

Naquele dia, resolveu comprar um presente para sua namorada. Não que fosse um dia especial, mas gostaria de fazer-lhe um agrado, afinal, ela era muito atenciosa e carinhosa com ele...
Marcou um encontro no parque às 19 horas. daria tempo de providenciar o presente assim que saísse do trabalho.
Pensava no que compraria para ela, queria algo que sempre estivesse presente... Lembrou-se então da romântica propaganda de perfumas que vira na TV na noite anterior. Seria isso! O perfume era perfeito para o que pensara.
Ao sair do trabalho, foi diretamente à loja de perfumes que ficava próximo ao parque. Entrou, e deu de cara com o perfume desejado. Dele, se aproximou a vendedora dizendo: 
-Esse perfume é muito bom, qualquer mulher que o receba de presente adorará!
Ele tímido, ergueu os olhos e deu de cara com a mulher mais linda que vira na vida!
Foi amor à primeira vista! Esqueceu-se da namorada e de tudo o mais.
Perguntou: 
- E você, já tem um desse?
A vendedora respondeu:
-Ainda não, não ganho para tanto...
- Vou levar, para presente.
Enquanto ela fazia a embalagem, ele convidou-a para jantar.
Enquanto jantavam, presenteou-a com o perfume. Conversaram a noite inteira...
Depois de seis meses, casaram-se.

A namorada, ainda hoje todos os dias vai até o parque, tentando entender o que aconteceu com o namorado sumido...

Marina Castro

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Mais um...

Eram seis, e mais um estava visivelmente a caminho. A mais nova começava a andar. O mais velho teria no mínimo sete anos. Dois pareciam ser gêmeos.
A mãe segurava a mão da pequena, que não ficava quieta, queria andar, ou quase... Estava aprendendo ainda.
Os outros se amontoavam na calçada, sentados, pareciam uma escadinha, quase da mesma idade...
O pai ia comprar cigarros, quando um deles disse:
- Pai, traz pirulito?
Ao que o pai respondeu:
-Quer ficar diabético?!
E eles ficaram ali, com uma certa desolação nos olhos... Sujos, mal cuidados, com os cabelos despenteados...
A mãe para lá e para cá com a pequena...
As pessoas que passavam pela rua a olhavam e inevitavelmente pensavam: "mais um!". Ela retribuia os olhares e dava um sorriso tímido.
Uma conhecida se aproximou:
-"Tais" grávida de novo mulher?!
Ela se limitou a balançar a cabeça e abaixar os olhos...
A outra insistiu:
-Mas dessa vez tu opera né?!
Sem graça, e ainda de cabeça baixa, ela balançou novamente a cabeça.
A essa altura, as crianças cercavas as duas, curiosas. A conhecida ia embora, após o curto diálogo, cuidar de seus afazeres. As crianças puzeram-se em coro:
-Tchau tia! Tchau tia!
Enquanto a mãe permanecia ali, parada, constrangida...
O pai, voltava, com um cigarro na boca e pirulitos para os meninos. Tornariam-se todos diabéticos então...
Foram-se embora, enquanto eu os observava ali: pobre e rica!

Marina Castro

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Frio...




Faz frio...
Um frio de alma, um frio de vida.
Como um não pensar no que pode ou não acontecer.
Sempre pensamos que estamos livres 
ou que podemos ser alheios ao que acontece.
Mas os pensamentos nos rodeiam a nos cutucar, eles nos fazem perceber
a nossa impotência diante de certas circunstâncias...
O frio de corpo nos faz perceber a nossa sensibilidade,a nossa fragilidade.
Mas o frio de alma nos faz sentir vazios, tentando preencher o oco de dentro...
O vento sopra cada vez mais gelado nesse inverno.
A chuva não para de cair.
Tentamos a cada dia seguir a vida em frente, ignorando a lama pelo caminho... 

Marina Castro

terça-feira, 8 de junho de 2010

sábado, 5 de junho de 2010

Desafios de Nicole

Quando Nicole acordou naquela manhã, resolveu caminhar um pouco. As coisas não estavam muito fáceis para ela desde que perdera o emprego há alguns dias.
Nicole olhava para o céu, que parecia ainda mais azul naquela manhã, e pensava o que deveria fazer. Esperava que alguma oportunidade surgisse ao longo do dia. Chegaria cedo em casa para poder dar mais uma olhada no jornal, antes de ir para algumas entrevistas.
Pensava em seu filho James, e nas contas que se amontoavam sobre a mesa. Precisava conseguir alguma coisa, e logo...
Ao voltar para casa, James ainda dormia, acordou-o para que não se atrasasse para a escola. James deu um abraço em sua mãe e disse-lhe que tudo daria certo. Nicole sentia a esperança no olhar do filho. Mandou -o para a escola, arrumou-se e saiu de casa.
Vira um anúncio de recepcionista em uma empresa perto de sua casa. Conhecia uma das dona e estava confiante de que poderia conseguir a vaga.
E foi exatamente o que aconteceu. Nicole começou ainda naquela manhã. Não era grande coisa, comparado ao seu diploma de administração, mas ao menos poderia pagar as contas e cuidar do filho e estaria perto de casa. Até que conseguisse algo melhor, iria levando...
A pegar James no final da tarde, sabia que as coisas agora teriam um novo rumo. Tinham um ao outro, e ela agora tinha como pagar as contas...
Nada seria fácil, mas lutaria para fazer por James o melhor que pudesse, principalmente com a ausência do pai. 
Naquela noite, Nicole estava sentindo uma paz que estava ausente há muito tempo. Desde que Maurício fora embora, e que ela perdera o emprego, as coisas haviam saído do eixo, mas agora, ela parecia encontar um novo caminho... Sabia que as coisas encontrariam novamente seu rumo. Amava seu filho, e isso lhe bastava.
Olhou para o céu e adormeceu de forma doce...

          ...Pois ela, ela tinha as estrelas...



Marina Castro

domingo, 23 de maio de 2010

Triste realidade de muitos...

Naquele momento, Camila encheu-se de compaixão. Mas, seria esta a palavra correta?
Bem, poderia ser ternura, carinho, pena, cuidado...
A mulher estava mal cuidada, cheirava mal. Camila nao sabia seu nome, quem era, de onde vinha... Mas estava na cara que ela precisava de cuidados.Além disso, tinha os olhos tristes de quem sempre sente vontade de falar algo, mas se cala por resignação.
Camila se eterneceu por perceber a simplicidade de alma e de vida de alguém que escondia o quanto sofrera na vida. No fundo, sabia que não havia muito que pudesse fazer, e em seu íntimo, sentia a solidão dos que almejam mudar a realidade do mundo.
A mulher foi embora do mesmo modo que entrou. Camila apenas a observou por alguns instantes, enquanto entrou, fez algumas perguntas e foi embora. Mas ela havia lhe deixado uma impresão que jamais se apagaria, pois a veria refletida em vários outros rostos de idosos abandonados e desrespeitadoa pela vida afora, depois de tanto vivido, tanto cuidado, tanto ensinado...

Marina Castro

quarta-feira, 12 de maio de 2010



Queria estar em um lugar assim...


... e esquecer que o resto do mundo existe!



Mas só um pouquinho...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Devaneios de Fernanda

Ele havia ido embora. Naquele instante ela percebeu.
Na realidade, jamais pudera dizer que ele realmente estava ali. O que sabia é que desejava ardentemente sua presença.
E Fernanda ficou desconsolada. Imaginava como seria toda a sua vida com a presença dele. O que iriam fazer, as cores com que coloririam todos os momentos e descobertas que fariam juntos.
Pensava nos momentos e descobertas importantes que fariam um sobre o outro, tinham muito o que aprender... Tinham livros para ler, passeios a fazer, músicas a ouvir, noites para ver o luar...
 
Fernanda tinha que se conformar, ele já não fazia parte da sua vida. Ela vira ele ir embora e nada podia fazer.
Ela se sentia murcha por dentro. Nada a alegrava, ligara a tv, mas suas cores e vozes apenas preenchiam o vazio da casa, fazendo-a se sentir ainda mais vazia. Imaginara uma perfeição que não existia, na vida real, tudo acontecia dessa forma: a imagem da perfeição que criara para si mesma em choque com a vida real, que bate todos os dias à nossa porta, nos mostrando aquilo que realmente era.
Interessante que estes acontecimentos aguçavam ainda mais a sua sensibilidade, nascera para sentir tudo intensamente, e na maioria das vezes, pouco era demais para ela. Em ocasiões assim, se permitia ir ao extremo. Não que exteriorizasse para que todos vissem, isso era apenas para si, aprendera há muito tempo que nem sempre podia se mostrar. Mas ela era assim, na tristeza ou na alegria.
Mas o mais importante de tudo que acontecera, apenas Fernanda sabia: aquele não era o fim da viagem, não da viagem da sua vida. Ele podia não fazer parte dela, mas alguém faria. Quem ou quando? Ela ainda não sabia. Isso não importava. Ela sabia sim, qua as coisas tem o seu momento certo de acontecer, e que embora a gente não entenda quando, porque e como, as coisas simplesmente acontecem porque tem que acontecer.
E ela? 
Estaria pronta.
Duvidam?


Marina Castro

domingo, 11 de abril de 2010

As chuvas de Cecília

Cecília vivia apenas com o amor que fazia sua vida funcionar e com os sonhos e vontades que nunca iam embora.
Mas Cecília queria mais, muito mais. Não em questões materiais, mas pessoais, vivenciais, sentimentais...
A cada dia complementava seus pensamentos com um detalhe a mais.
Detalhes da casa que imaginava ser o seu cantinho.
Cantinho este com quem dividiria o amor, a vida... Desejava imensamente isso.
Isso e o filho que sempre quis, se imaginava a cuidar dele, dele não! Deles. Sim mais de um. Dois ou quem sabe três. Sempre pensou em adotar uma criança também. Se via cuidando deles, contando histótias, afastando seus medos, correndo na chuva... Mas nem ao menos sabia se esses filhos viriam, ou se seria capaz de cuidar deles de verdade.
Cecília queria uma família.
Quando saía pelas ruas, refletia sobre sua vida, pensava ...
De repente, começou a chover e ela saiu de seus devaneios. Andava tão triste ultimamente, e por mais que tentasse não conseguia afastar essa tristeza. Mas, ao ver a chuva, inquietou-se.
Ela sabia que precisava disso, dessa chuva que poderia acalmar o seu coração. Decidiu sair. Tirou os sapatos e pôs-se a andar na chuva. Em pouco tempo não mais andava... Corria, gritava, pulava, colocava para fora tudo o que se passava dentro de si. A água que lhe corria pelo corpo não estava tão fria assim. Ela adorava poder estar ali. Adorava a chuva. Adorava poder não pensar...
Chegou em casa. Tomou um banho quente, deitou-se e pegou um bom livro, coisa que há muito tempo não fazia. Leu um pouco. Ficou com sono. Adormeceu. 
Ao acordar, voltou a pensar em tudo que desejava realizar, mas sabia que não estava só. Saber que nao estava só trazia paz ao seu coração.
Cecília não sabia ao certo o que estava por vir, mas sabia que cada coisa viria a seu tempo.




Esperaria então a próxima chuva...

Marina Castro

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A volta

Ângela saiu de casa em descompasso. Queria encontrá-lo para contar a novidade o mais rápido possível.
O encontrou de porre. Era sempre assim, pensou. Ele nunca lhe dava tanta atenção quanto merecia. muito menos depois de tudo o que aconteceu a Mateus.
A felicidade de  Ângela abrandou um pouco. Esperara tanto aquele momento... Mas compreendia a tristeza de Humberto. 
Resolveu chamá-lo:
- Humberto vamos para casa! ( a novidade teria que esperar...)
Levou-o, fez um café bem forte e esperou até que ele tivesse condições de ouvi-la.
Então, olhou-o fixamente e disse:
-Ele vai voltar.
-Quando?
-Chega amanhã. Telefonaram avisando.
Os dois não contiveram o choro. Abraçaram-se. Passaram a noite inteira acordados sem conseguir conter a ansiedade de tê-lo de volta em casa.
Há dois anos ele estava na clínica, tentando se livrar das drogas. Mateus, seu único filho...
Por algum tempo, ficaram desnorteados, sem ao menos saber o que fazer. Foi muito difícil interná-lo,  ter o filho longe, mas era para o bem dele. 
Sabiam o quanto ainda seria difícil e o quanto era importante ter seu  filho de volta depois de tanto tempo...
Ele estava limpo, livre de novo, com uma batalha imensa pela frente.
Não sabiam ao certo o que fazer, como agir, mas existia o amor, amor este sabiam que apenas eles sentiam pelo filho e havia a fé de que tudo se encaixaria outra vez...
Era chegada a hora. Iriam buscá-lo e seriam felizes outra vez.
No grande encontro, abraçaram-se emocionados. Mateus agradecia e pedia perdão por todo sofrimento que causara aos pais. 
Ângela apenas falou:
-Calma filho, vamos começar tudo de novo e seremos muito felizes. Você vai ter uma nova vida e ainda quero carregar meus netos no colo...
E Mateus, com seus 23 anos, olhou para os pais e sorriu, um sorriso como os de 7 anos atrás, sem aflição ou medo, sem ansiedade. Sabia que estava a ponto de reconstruir toda a sua vida, que se perdeu após entrar nesse mundo sombrio... Mas esta já é outra história...



Marina Castro

segunda-feira, 22 de março de 2010

Para ser feliz


"Na maioria das vezes precisamos de tão pouco para ser felizes...
Um abraço, um beijo, um carinho, uma palavra, um gesto, um olhar...
Fazer algo, ou simplesmente um momento para não fazer nada...

As pequenas coisas, os pequenos gestos
que nos modificam, nos tornam quem somos, 
nos fazem ter aquela vontade de viver...

O valor do que possuímos não é tão fácil assim de medir
O amor e o cuidado dos que nos rodeiam
são o nosso bem mais precioso...

Auto-estima é tudo!
Sentir-se aceito e amado é o que todos buscam
mas que só se encontra em quem verdadeiramente nos ama...

Nada mais importa, somos o que somos em essência
sem máscaras, sozinhos no escuro do quarto
ou aquilo que sentimos em meio às multidões da vida...

Em busca apenas do que nos faz bem, 
seja onde quando ou com quem for e felizes aqueles que 
encontram quem verdadeiramente traz aceitação e amor para suas vidas."

Marina Castro

Para alguém que me trouxe muito mais que isso...
AV

terça-feira, 16 de março de 2010

Segredo?

Alice resolveu naquele dia ir ao seu encontro. Não sabia muito bem o que esperar de Roberto.
encontrou-o a caminho de algum lugar que não quis dizer qual era. Ela olhou-o nos olhos profundamente e disse: 

- Precisamos conversar.
Ele, como sempre, suspirou. Deveria estar pensando: o que virá dessa vez... Ao invés de resmungar, apenas falou:
- Tudo bem.

Caminharam um longo tempo em silêncio, um silêncio profundo, até que ela disparou:
-Lembra que disse que estava interessada em um cara?
-Claro, você me falou isso semana passada. 

Roberto abaixou os olhos, triste, sempre amara Alice, nunca tivera coragem para lhe dizer...
Agora ela estava ali, restes a dizer o nome do cara que em segredo de amizade tinha confessado que amava... Ele pensava se iria aguentar ouvir sem reagir... 
Resolveu não perguntar, ficar em silêncio. Quem sabe ela desistia de falar, quem sabe ele conseguiria fugir daquela situação...
Alice quebrou novamente o silêncio:

-É você.

E num impulso ele a tomou nos braços, num beijo que parecia infinito.
Amavam-se em segredo, com medo de estragar uma amizade de anos e anos...
Agora poderiam viver como realmente eram: apaixonados. Não sabiam explicar ao certo como aquilo acontecera, mas agora...

Saíram de mãos dadas pelas ruas. Não precisavam mais de palavras.
Apenas amavam-se. O resto não importava. Não importava se duraria, não acreditavam no pra sempre há muito tempo... Apenas queriam viver o que a vida lhes presenteava naquele instante.
E por várias noites, amaram-se e dormiram de pernas entrelaçadas.

Marina Castro

domingo, 7 de março de 2010

É preciso dizer adeus

Um dia, Clara chegou em casa e encontrou tudo fora do lugar. Não se espantou. Apenas caminhou vagarosamente até a cozinha e colocou um café para passar na cafeteira. Dirigiu-se até o quarto e o avistou enquanto tirava os sapatos. Ele, Marcos, a razão de tudo o que dava errado em sua vida.Sabia que toda a desordem da sua casa e da sua vida havia sido causada por ele. Agora ele dormia, com a cara de inocente que sempre fazia.
Ela sempre se perguntava porque permitia que ele voltasse para sua vida, se perguntava qual o motivo de ter-se apaixonado por ele. A realidade é que ela sempre acabava permitindo que voltasse, pra sua casa, pra sua vida, pra seu mundo, com todas as suas desculpas esfarrapadas...
Clara tinha uma vida modesta, e o encontrou pela primeira vez quando saía da escola, ainda respondendo aos questionamentos de um aluno. Ele estava a fumar um cigarro, e ela, ao olhar nos seus olhos, viu que além da fumaça e do olhar sombrio havia ali alguém que presisava de um pouco de atenção.
Aos poucos, os dois começaram a conversar, a se envolver. Ela fingia ignorar a vida de vagabundagem e desonestidade de Marcos. Começaram a sair e se envolver cada vez mais. Em um momento de paixão e insensatez, ela o convidou para morar consigo. Foi aí que começou o desandar da sua vida. Ela tentava organizar, e ele cada vez mais apenas conseguia destruir o que quer que ela conquistasse.
Agora ele estava ali, e ela tentava encontrar um jeito de mandá-lo embora da sua vida. Muitas vezes já tentara, mas não conseguia, pois o amava com urgência, com desejo, com inconsequencia...
Mas dessa vez, tinha que ser definitivo. Começou a arrumar mais uma vez a casa, colocar as coisas no lugar, mas cada objeto em que pegava, era uma pontada a mais que sentia, um desespero que a consumia...
Clara sabia que iria, mas não poderia outra vez fraquejar...
Ela sentou-se e tomou seu café a olhar para o nada...
Mas definitavamente, dessa vez sabia o que precisava fazer.

Marina Castro

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Obsevações de Marina

Marina estava sentada, parada, a observar as pessoas que passavam ao seu redor.
Algumas pasavam apressadas, preocupadas, outras passavam distraídas, como se estivessem alheias à vida. Outras conversavam, riam, a compartilhar o que a vida lhes trazia.
Ela percebeu que havia um rapaz que lembrava um nerd de seriado americano. Parecia invisível, apenas mais um sem ser notado em meio à multidão. Seguia sozinho, focado em seus pensamentos. Não parecia feliz, nem infeliz...
Havia um menino, Marina achava que ele devia ter por volta dos seus 9 ou 10 anos. Ele observava atentamente um grupo de jovens que estava a jogar dominó. Parecia hipnotizado, mas logo, em sua inquietude juvenil, achou algo melhor para fazer e se foi...
Uma moça passou distraída, com a mão no bolso da calça jeans, parecia que estava a pensar nas estrelas, interessante é que Marina já não conseguia mais lembrar do seu rosto. A impressão que tinha era a de que aquela era mais uma jovem sonhadora...
Um rapaz passou a contar suas moedas. Estava apressado, como se o tempo fosse sempre traiçoeiro com ele, ou então ele usava isso para esconder o que realmente o afligia...
Nesse mesmo instante, um grupo de amigos se encontrou e pôs-se a conversar animadamente. Parecia que não se viam há dias, e havia muito para ser dito ou descoberto.
Algumas pessoas observavam a TV. Algumas com curiosidade, algumas com indignação. Por que? Pensou Marina... Algumas vezes aquela caixa preta não fazia sentido nenhum para ela. Apenas controlava o pensamento de algumas pessoas, que de certa forma, já não tinham muito o que pensar...
Na livraria, pessoas observavam distraidamente os livros, mais por realmente não terem o que fazer do que para realmente buscarem uma forma real de se preencher... Vai entender o que se passa nas cabeças dessa gente...
Ela viu pessoas a comer, a fumar, a nada fazer, e viu que poucas daquelas pessoas realmente pensavam. Elas apenas viviam as suas vidinhas corriqueiramente, sem sequer imaginar o que a vida poderia lhes trazer...

Marina Castro

domingo, 27 de setembro de 2009

Me redescobrindo...



"E viu que não havia o
latejar da dor
como antigamente.
Apenas isso:
Chovia fortemente e ela
estava vendo a chuva
e molhando-se toda."

Clarice Lispector



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Linda


É, eu simplesmente amei essa imagem...

domingo, 21 de junho de 2009

Sobre a sinceridade...

Onde Está a Sinceridade ?

Entre as recordações que cada um de nós guarda, algumas há que só contamos aos amigos. Há ainda outras que nem sequer aos amigos confessamos, que só a nós próprios dizemos e, mesmo assim, no máximo segredo. Finalmente, há coisas que o homem nem sequer se permite confessar a si mesmo. Ao longo da existência, toda a pessoa honesta acumulou não poucas destas recordações. Diria mesmo que a quantidade é tanto maior quanto mais honesto o homem.



Fiodor Dostoievski

quinta-feira, 11 de junho de 2009

...e a vida viveu...

Tem dias que começam como um turbilhão, mas acabam com uma calmaria...

"Hoje meu dia foi um dia
e a vida viveu..."
(não lembro o autor...)

Mas é assim que me sinto hoje. A vida está seguindo. Mas tem dias em que não se quer pensar o amanhã.
Deixemos então que as coisas tomem seu rumo... Mesmo que não saibamos qual é. Aliás, por que essa mania de se ter medo de tudo se somos simplesmente aquilo que somos? Tudo se revela sempre ao seu tempo.
Jamais perdemos a nossa essência. Aquilo que realmente somos sempre sobressai.

Chega de contradições absurdas...

sábado, 6 de junho de 2009






Tenho uma necessidade imensa de compreender o porque das coisas. Como se com essa compreensão pudesse chegar a plena compreensão de mim mesma.

Talvez, "seja ao menos o entender para se ter consciência daquilo que não se entende."
Mas se tem que aprender a conviver com o que não se entende, ou se aprender a aceitar...
Mas e essa inquietação que não passa, o que se faz com ela? Se ela é necessária, se é ela que faz a vida pulsar, se não nos inquietamos, não saimos do lugar... A inquietação é o que nos move para o entender e para o não entender... De qualquer forma, já nos tirou da mesmice, pois como a própria Clarice disse: "o que é vivo, por ser vivo se contrái."